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Curiosidades sobre o universo de Wandinha: da Escola Nunca Mais às referências aos quadrinhos originais

Wandinha: Temporada 2 – Parte 2 | Trailer Oficial revela retorno sinistro a Nevermore

Além da Netflix, um universo cheio de detalhes

Quando a Netflix lançou Wandinha em 2022, muitos esperavam apenas mais uma série adolescente gótica. Mas o que se viu foi muito maior: um universo rico, cheio de referências ocultas, homenagens aos quadrinhos originais da Família Addams e a visão autoral de Tim Burton.

Esse cuidado nos detalhes ajudou a transformar a produção em um fenômeno global. Por trás da trama de mistério, humor ácido e estética gótica, há um verdadeiro mosaico cultural e histórico que mantém fãs e críticos atentos a cada episódio.

A Escola Nunca Mais: Hogwarts com um toque sombrio

A Escola Nunca Mais (Nevermore Academy) é um dos cenários mais marcantes da série. Inspirada por internatos clássicos, mas carregada de elementos vitorianos, ela lembra Hogwarts de Harry Potter, só que em uma versão muito mais gótica.

Curiosidades sobre a escola:

  • O nome “Nevermore” é uma referência direta ao poema O Corvo, de Edgar Allan Poe, ícone da literatura sombria que também inspira Wandinha.
  • Cada canto da escola traz símbolos ocultos, como gárgulas, vitrais e referências visuais ao universo Addams.
  • A divisão entre “normies” (humanos comuns) e os alunos excêntricos reforça o tema central da série: o contraste entre o que é “normal” e o que é “estranho”.

Esse cenário não é apenas pano de fundo, mas uma metáfora sobre inclusão, identidade e pertencimento.

As origens em quadrinhos de Charles Addams

Antes de se tornar ícone da TV e do cinema, a Família Addams nasceu nos quadrinhos de Charles Addams, publicados no The New Yorker nos anos 1930.

Curiosidades importantes:

  • Wandinha não tinha nome nas tirinhas originais. O nome “Wednesday” só foi criado para a série de 1964.
  • A estética minimalista dos quadrinhos inspirou parte do visual da Netflix: cenários contrastados, personagens rígidos e humor ácido.
  • A frase do poema infantil “Wednesday’s child is full of woe” (“a criança de quarta-feira é cheia de tristeza”) serviu como base para a construção da personalidade da personagem.

Ao resgatar essas raízes, a série reforça seu compromisso com a tradição, mesmo ao modernizar a narrativa.

Tim Burton e sua assinatura estética

Tim Burton assumiu a direção de quatro episódios da primeira temporada e imprimiu sua marca autoral: contrastes fortes de luz e sombra, cenários góticos e personagens excêntricos.

Referências burtonianas em Wandinha:

  • Os enquadramentos lembram Edward Mãos de Tesoura e A Noiva-Cadáver.
  • A atmosfera da Escola Nunca Mais ecoa o castelo de Batman: O Retorno.
  • A própria Wandinha de Jenna Ortega traz expressões que lembram personagens icônicos de Burton, como Lydia Deetz de Os Fantasmas se Divertem.

Esse estilo reforça a ideia de que o universo Addams pertence naturalmente ao imaginário sombrio do cineasta.

Homenagens escondidas aos filmes dos anos 90

A série não esqueceu das adaptações anteriores da família Addams. Um exemplo marcante é a presença de Christina Ricci, que interpretou Wandinha nos anos 1990 e retorna aqui como a professora Marilyn Thornhill.

Outras referências incluem:

  • A maneira como Gomez se declara para Mortícia, semelhante ao estilo de Raul Julia nos filmes de 1991 e 1993.
  • Os cenários externos de Jericho que remetem às casas vitorianas presentes nos longas clássicos.
  • Pequenas falas adaptadas de roteiros anteriores, como “Eu não choro. Eu derramo sarcasmo.”

Essas homenagens agradam tanto novos fãs quanto aqueles que cresceram com as versões antigas.

O figurino como ferramenta narrativa

A figurinista Colleen Atwood, parceira de Tim Burton, criou um guarda-roupa que é praticamente um personagem à parte.

Destaques:

  • Wandinha nunca usa cores, exceto variações em preto, branco e cinza. Até o uniforme escolar foi adaptado exclusivamente para ela.
  • Enid, colega de quarto, usa roupas coloridas e alegres — um contraste visual que reforça a dinâmica entre as duas.
  • Mortícia mantém o vestido longo e preto, fiel às versões clássicas, mas atualizado com mais sofisticação.

Essas escolhas transmitem visualmente os conflitos e as personalidades de cada personagem.

Easter eggs e curiosidades escondidas

Além das referências explícitas, a série está repleta de easter eggs:

  • A estátua de Edgar Allan Poe na escola simboliza a ligação direta da série com a literatura sombria.
  • O nome “Jericho”, cidade onde se passa a trama, remete ao mito bíblico da queda das muralhas — uma metáfora para a luta entre “normies” e excêntricos.
  • Vários episódios trazem títulos inspirados em falas ou situações clássicas da Família Addams.

Esses detalhes fazem a alegria dos fãs que gostam de rever episódios para encontrar novas pistas.

A dança de Wandinha: um marco cultural e histórico

A icônica cena da dança, que viralizou no TikTok, também guarda referências:

  • Ortega se inspirou em vídeos de Siouxsie Sioux e no estilo punk/gótico dos anos 80.
  • A música original da cena foi substituída por “Bloody Mary”, de Lady Gaga, nos vídeos virais, reforçando o impacto cultural.
  • A coreografia se conecta à tradição dos Addams de dançar de forma estranha e fora dos padrões, como nos filmes de 1991.

É um exemplo de como a série consegue dialogar com a cultura pop atual sem perder suas raízes.

Minha visão opinativa

O que torna Wandinha tão fascinante é justamente essa camada extra de curiosidades, homenagens e referências. A série não se limita a ser uma história adolescente com estética gótica; ela é um grande tributo ao legado da Família Addams, costurado com a visão peculiar de Tim Burton e modernizado para a era do streaming.

A Escola Nunca Mais funciona como metáfora do mundo real, os figurinos falam tanto quanto os diálogos, e os easter eggs convidam à participação ativa dos fãs. Isso cria uma experiência que vai além da narrativa: transforma Wandinha em um fenômeno cultural que pede para ser explorado em cada detalhe.

Wandinha é um raro caso de série que consegue ser nostálgica e inovadora ao mesmo tempo. Ao revisitar a Escola Nunca Mais, resgatar referências dos quadrinhos originais e inserir homenagens aos filmes clássicos, ela cria um universo rico em curiosidades e símbolos.

Esse cuidado faz com que cada episódio seja mais do que entretenimento: seja uma experiência imersiva, em que fãs buscam significados ocultos e compartilham descobertas nas redes sociais.

Em resumo, a série não apenas moderniza a Família Addams — ela mantém vivo um legado que já atravessa quase um século de história.


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