How to Make a Killing Review: Glen Powell é um Patrick Bateman Desarmado em Comédia Preta Morna de John Patton Ford

No cenário do cinema contemporâneo, temos visto uma onda de filmes que exploram a gamificação do capitalismo, tornando-o um espetáculo cinematográfico. Desde o aclamado Parasita, de Bong Joon-ho, até produções mais recentes, como How to Make a Killing, de John Patton Ford, a crueldade da elite social tem sido tema recorrente. Neste contexto, Glen Powell interpreta um personagem que parece uma versão desarmada e menos impactante de Patrick Bateman, o icônico protagonista de Psicopata Americano. Mas será que essa abordagem consegue trazer algo de novo ao gênero da comédia negra?

Explorando as nuances de How to Make a Killing

Uma abordagem superficial do tema

Em How to Make a Killing, somos apresentados a um protagonista que tenta seguir os passos de um anti-herói clássico, porém sem a profundidade ou complexidade necessárias para criar um impacto duradouro. A falta de nuances na construção do personagem de Glen Powell acaba tornando-o uma versão diluída de figuras como Patrick Bateman, falhando em explorar verdadeiramente as questões morais e psicológicas por trás de suas ações. Isso resulta em uma narrativa que, apesar de entreter, não consegue ir além do óbvio.

A ausência de crítica social contundente

Em contraste com filmes como Parasita, que utilizam a sátira e o humor negro para fazer críticas contundentes à desigualdade social, How to Make a Killing parece hesitar em mergulhar de cabeça nas questões mais profundas que poderiam enriquecer sua narrativa. A falta de uma crítica social mais incisiva acaba limitando o potencial impacto do filme e o tornando mais uma comédia superficial do que uma reflexão provocativa sobre a natureza humana e a sociedade contemporânea.

O desafio de reinventar o arquétipo do anti-herói

Em um cenário saturado de anti-heróis carismáticos e moralmente ambíguos, a tarefa de reinventar esse arquétipo se mostra cada vez mais desafiadora. How to Make a Killing tenta trilhar esse caminho, mas acaba se perdendo em clichês e convenções já exploradas em outras produções. A falta de originalidade na abordagem do protagonista e de seu arco narrativo acaba minando a força do filme e o tornando mais uma tentativa morna do que uma inovação genuína no gênero da comédia negra.

Reflexões finais sobre How to Make a Killing

Em um cenário cinematográfico cada vez mais saturado de produções que exploram a gamificação do capitalismo e a frieza da elite social, How to Make a Killing se destaca mais pela sua tentativa do que pela sua execução. Glen Powell pode até ser um Patrick Bateman wannabe, mas falta a ele a complexidade e o impacto que tornaram o personagem de Psicopata Americano tão memorável. No final das contas, fica a reflexão sobre a necessidade de inovação e originalidade no cinema contemporâneo, especialmente quando se trata de abordar temas tão complexos e controversos.

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