Mercy Review: Chris Pratt’s Sci-Fi Dystopia Is a Harebrained, Confounding Slice of Swiss Cheese

O filme “Mercy”, estrelado por Chris Pratt, prometia trazer reflexões interessantes sobre o estado de vigilância, a expansão da inteligência artificial e a interferência do governo. No entanto, ao longo de seus confusos 100 minutos, a trama acaba por endossar a IA, deixando claro que os realizadores, Timur Bekmambetov e Marco van Belle, estão mais interessados no aspecto “legal” dessa nova tecnologia do que em explorar suas implicações mais profundas.

O Embate entre a Tecnologia e a Humanidade

A Falsa Sensação de Controle

Uma das questões centrais levantadas por “Mercy” é a ilusão de controle que a tecnologia pode proporcionar. Ao longo do filme, somos levados a acreditar que a IA pode ser nossa aliada na luta contra a opressão, mas, na verdade, ela acaba por se tornar mais uma ferramenta de poder nas mãos dos mesmos que buscam controlar a sociedade. Essa dicotomia entre liberdade e vigilância é um reflexo provocador do mundo em que vivemos atualmente.

O Fascínio pelo Novo e Desconhecido

Outro ponto interessante abordado por “Mercy” é o fascínio que a humanidade tem pelo novo e desconhecido, mesmo que isso signifique abrir mão de sua própria autonomia. A busca incessante por inovações tecnológicas muitas vezes nos cega para os riscos e consequências dessas mudanças, levando-nos a adotar posturas complacentes diante de avanços que podem comprometer nossa privacidade e liberdade individual.

O Papel da Arte na Crítica Social

Por fim, a forma como “Mercy” trata a tecnologia e a inteligência artificial também nos leva a refletir sobre o papel da arte na crítica social. Ao retratar um futuro distópico permeado por questões éticas e morais, o filme nos convida a questionar não apenas a evolução tecnológica, mas também os valores e princípios que regem nossa sociedade. A arte, nesse sentido, se torna um espelho que nos confronta com nossas próprias contradições e dilemas.

O Impacto de “Mercy” na Cultura Pop

“Mercy” pode ser considerado um exemplo de como a cultura pop pode abordar questões complexas de forma superficial, deixando de explorar a fundo as implicações de suas narrativas. Ao endossar a IA como algo “legal” e fascinante, o filme corre o risco de trivializar temas importantes e urgentes, contribuindo para uma visão simplista e distorcida da relação entre tecnologia e humanidade.

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