
Uma história de amor, frizz e coragem
No dia 29 de agosto de 2025, a Netflix estreia um de seus filmes coreanos mais aguardados do ano: “Amor Enrolado” (Love Untangled). Uma comédia romântica leve e nostálgica que promete envolver o público com risadas, suspiros e uma boa dose de reflexão.
A trama gira em torno de Park Se-ri, uma garota de 19 anos com uma missão pessoal: alisar seus cabelos crespos antes de fazer uma declaração de amor. Mas a chegada inesperada de Han Yun-seok, um aluno transferido, muda completamente seus planos. Entre sessões de alisamento frustradas, cadernos com confissões e encontros inesperados, Se-ri começa a descobrir que talvez o verdadeiro amor não esteja onde ela pensava… e que o frizz pode ser parte de quem ela realmente é.
Shin Eun-soo: a força e doçura por trás de Park Se-ri
Shin Eun-soo é mais do que uma jovem atriz em ascensão — ela representa uma nova geração de protagonistas que brilham com naturalidade. Em “Amor Enrolado”, Shin entrega uma performance cheia de emoção, vulnerabilidade e carisma, dando vida a uma personagem que poderia ser qualquer uma de nós: insegura, determinada e apaixonada.
A atriz, que já encantou o público em dramas como A Model Family e Do Sol Sol La La Sol, finalmente assume o protagonismo em um longa-metragem original da Netflix. E ela não decepciona: sua Se-ri é cativante desde a primeira cena, com um humor inocente e um olhar que fala mais do que palavras.
Se-ri não é uma heroína clássica. Ela é real. Uma jovem que acredita que precisa mudar sua aparência para se sentir digna de amar — e ser amada. E Shin Eun-soo interpreta essa jornada de autoaceitação com uma sinceridade rara nas comédias românticas atuais.
Gong Myung: o charme silencioso que transforma tudo
Enquanto Se-ri tenta controlar sua aparência e emoções, Han Yun-seok, vivido por Gong Myung, chega como um sopro de ar fresco. Ele é o novo aluno, tranquilo, observador e com um passado misterioso que não é revelado de imediato. Mas o que mais chama atenção é sua maneira de ver Se-ri — não como alguém que precisa mudar, mas como alguém que já é incrível do jeito que é.
Gong Myung, conhecido por seu papel em Extreme Job (um dos maiores sucessos de bilheteria da Coreia do Sul), mostra um lado mais sensível e romântico. Seu Han Yun-seok não tenta ser o galã perfeito. Ele é humano, falho, mas extremamente atento. É através dos seus gestos, silêncios e conversas simples que o romance com Se-ri se constrói — de forma orgânica, delicada e verdadeira.
A química entre os dois atores é inegável. As cenas em que compartilham pequenos momentos — um olhar no corredor da escola, uma conversa tímida no terraço, uma ajuda inesperada no clube de literatura — são o que tornam “Amor Enrolado” tão especial.
A atmosfera nostálgica dos anos 90
Um dos grandes trunfos de “Amor Enrolado” é sua ambientação impecável em 1998. Cadernos decorados com glitter, fitas cassete, fotos reveladas em estúdios e a ausência total de celulares criam uma estética nostálgica que faz qualquer um voltar no tempo.
O figurino é um espetáculo à parte: jeans de cintura alta, moletons largos, jaquetas colegiais e presilhas coloridas completam o visual da época. A trilha sonora é recheada de baladas pop coreanas antigas que embalam os momentos de amor, dúvida e amizade.
Mas mais do que estilo, essa ambientação ajuda a reforçar o clima mais simples e emocional do filme. Em uma era sem redes sociais, cada conversa acontece cara a cara. Cada telefonema tem peso. Cada carta escrita à mão é um ato de coragem. Tudo isso intensifica a emoção da trama e torna o romance ainda mais real.
Elenco de apoio que faz a diferença
Além da dupla principal, o filme conta com um elenco secundário afinado que ajuda a construir o universo adolescente de Park Se-ri:
- Cha Woo-min vive Kim Hyeon, o crush popular e objetivo da declaração de Se-ri. Carismático, mas superficial, ele representa o ideal de “amor perfeito” que Se-ri acredita querer.
- Yoon Sang-hyeon interpreta Baek Jun-ho, melhor amigo da protagonista, responsável por momentos de leveza e conselhos sinceros. Ele é aquele tipo de amigo que todos gostariam de ter.
- Kang Mi-na entra como Go In-jeong, a rival estilosa e inteligente que desafia Se-ri tanto nos estudos quanto nas emoções — mas sem cair no clichê da vilã.
Esse conjunto de personagens cria um ecossistema envolvente, onde cada um tem seu papel no amadurecimento da protagonista.
Amor, frizz e autoaceitação
O verdadeiro tema de “Amor Enrolado” vai além do romance adolescente. Ele fala sobre aceitação, pressão estética e liberdade de ser quem você é. Park Se-ri representa milhares de garotas que já se sentiram inadequadas por causa do cabelo, do corpo ou da forma de se expressar.
A metáfora do frizz — essa “bagunça” incontrolável que ela tenta domar — se transforma em um símbolo de libertação. O que começa como uma insegurança vira parte de sua identidade. E o filme deixa claro: você não precisa se transformar para ser amada. Às vezes, a pessoa certa aparece justamente quando você começa a se amar de verdade.
Direção, roteiro e o toque final
Dirigido por Namkoong Sun, com roteiro de Ji Chun-hee e Wang Doo-ri, o filme equilibra leveza e profundidade com maestria. A produção da Bombaram Film aposta em cores quentes, closes expressivos e uma narrativa simples, mas poderosa.
Os diálogos são bem escritos, os silêncios são significativos, e cada cena parece construída com afeto. É o tipo de filme que você termina com um sorriso no rosto — e talvez uma lágrima no canto do olho.
Por que assistir “Amor Enrolado”?
- Porque é uma história doce, sem ser açucarada.
- Porque fala de sentimentos reais com sensibilidade.
- Porque traz dois protagonistas carismáticos e com química.
- Porque a ambientação retrô é irresistível.
- Porque você vai se ver em alguma parte dessa história.
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